O IMC assume-se como herdeiro de uma longa tradição de investigação, de formação e de intervenção no campo da conservação e restauro do património móvel e integrado, desenvolvida pelas instituições que o precederam, o IJF e o IPCR.

No actual contexto tenderá a ser cada vez mais um serviço normativo e regulador, difusor de boas práticas e de metodologias adequadas, centrando a sua actuação no acompanhamento técnico e fiscalização e reservando a intervenção directa para peças excepcionais e intervenções exemplares que possam servir de referência futura.

Apostará na afirmação de um trabalho estruturado em projectos transversais e multidisciplinares nos diversos campos: a investigação, a conservação e restauro, a formação e a divulgação. E, sobretudo, investirá na salvaguarda e prevenção de forma a atingir uma conservação sustentada e a longo prazo.

O IMC, no desdobramento destas linhas estratégicas, procurará intervir em várias vertentes:

- Em projectos de investigação sobre os materiais, as patologias, os métodos de conservação, sempre que possível em parceria e associados a programas financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia;

- Em projectos que tenham como objectivo a salvaguarda e conservação de peças relevantes do património nacional;

- Em projectos que recomendem uma abordagem multidisciplinar: pesquisa histórica, artística e material, assim como o recurso a métodos de exame e análise que só um laboratório bem equipado permite; estudos comparativos, abrindo novas linhas de investigação e que dêem origem a publicações especializadas;

- Na formação através da orientação de estágios profissionais, ou curriculares, da co-orientação de teses de mestrado e doutoramento nos campos da arte, das ciências e da conservação, de estudantes tanto nacionais como estrangeiros;

- Afirmando a importância estratégica de políticas de prevenção de riscos e de conservação preventiva, através da organização de acções de formação sobre boas práticas de preservação e manutenção das colecções destinadas a profissionais de instituições detentoras de colecções e acervos patrimoniais. Mas também em acções de sensibilização junto do público em geral;

- No desenvolvimento e implementação do Sistema de Acreditação dos Conservadores-restauradores, de modo a assegurar que as intervenções no património, nomeadamente no classificado, sejam asseguradas por profissionais qualificados e competentes;

- Incrementando a cooperação com as instituições do Ministério da Cultura com especiais responsabilidades na preservação do património, nomeadamente o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, as Direcções Regionais de Cultura, a Direcção-Geral dos Arquivos e a Biblioteca Nacional de Portugal, para acompanhar de forma coordenada as intervenções de requalificação de bens culturais; a cooperação com universidades e instituições de formação para garantir que sejam lançados no mercado de trabalho técnicos qualificados e competentes, que respondam às efectivas necessidades do país; a cooperação com Autarquias, Dioceses, Misericórdias e particulares para uma efectiva conservação do património.

Para além do universo dos seus serviços dependentes e das peças em que intervém directamente, é atribuição do IMC autorizar, acompanhar e fiscalizar obras em património classificado móvel e integrado. Nesse sentido manifesta a sua disponibilidade para proceder ao levantamento do estado de conservação, estabelecer critérios e metodologias e acompanhar as intervenções entregues a particulares.

Dentro desse espírito de colaboração, o IMC coloca à disposição da comunidade os seus recursos: técnicos especializados e experientes; um laboratório onde se investiu, nos últimos anos, em tecnologia de ponta que permite realizar exames sofisticados aprofundados; um arquivo com o registo documental, fotográfico e radiográfico de milhares de intervenções nas melhores peças do património português que constitui um manancial de informação fundamental.