Num contexto de constrangimentos orçamentais em que o financiamento público da Cultura tem vindo a diminuir, torna-se cada vez mais relevante o empenhamento consciente e substantivo das forças vivas da sociedade civil na assumpção de responsabilidades para com a salvaguarda, divulgação e valorização do património nacional. Estas responsabilidades podem consubstanciar-se, entre outras iniciativas, no apoio a actividades de conservação e restauro de peças e colecções, de preservação e melhoramento de espaços museológicos, de contribuir para sustentar projectos de investigação, organização de exposições temporárias nos museus nacionais e/ou no estrangeiro.

O apoio de empresas ou outros potenciais mecenas ao Instituto dos Museus e da Conservação e aos Museus e Palácios na sua dependência, traduz-se na construção de uma parceria com elevada visibilidade – atendendo à distribuição destas instituições por todo o território nacional, ao crescente impacto das suas iniciativas e ao número cada vez mais alargado dos seus visitantes –, uma associação ao prestígio e notoriedade que advêm da relevância patrimonial dos seus espaços, da excelência e carácter único das suas colecções.

Por outro lado, os apoios enquadrados no âmbito do Mecenato Cultural têm, por parte do Estado, um tratamento preferencial em termos fiscais, sendo objecto de majorações que podem chegar aos 130% das importâncias investidas.