18 de Março de 2010
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Museus e Palácios

O Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) tutela 28 museus e 5 palácios nacionais que, no seu conjunto, constituem lugares e obras incontornáveis do património nacional.

Tratar destes tesouros é a nossa principal função e, por isso, nos últimos anos, os museus e palácios têm vindo a ser dotados com condições adequadas de conservação e complementados com outras que visam torná-los espaços cómodos e atractivos para os públicos.

O portal do IMC contém informação detalhada sobre cada um dos seus museus e palácios.

Vale a pena entrar nestes espaços porque eles são lugares de cruzamento de saberes, emoções e projectos, que pertencem a todos nós e onde os interesses de cada um encontram sempre uma confirmada ou inesperada resposta. E se a resposta for uma nova questão, é preciso começar outra vez, como quem entra e sai, com à vontade, de uma casa familiar.

Lista de Conteúdos

  • Edifício Casa-Museu Anastácio Gonçalves Edifício Casa-Museu Anastácio Gonçalves

    A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves é um lugar onde se lembra o coleccionador Anastácio Gonçalves através das diversas obras aí expostas. Esta colecção reunida pelo Dr. Anastácio Gonçalves compreende cerca de 2000 obras de arte que se distribuem por três grandes núcleos: pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, porcelana chinesa e mobiliário português e estrangeiro. Existem ainda importantes secções de ourivesaria civil, pintura europeia, escultura portuguesa, cerâmica europeia e oriental, têxteis, numismática, medalhística, vidros e relógios de bolso de fabrico suíço e francês. Para além das obras reunidas pelo coleccionador,  a Casa-Museu encerra ainda um núcleo de pintura contemporânea portuguesa e um número significativo de objectos pertencentes ao espólio do pintor Silva Porto.

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  • Edifício do Museu Abade de Baçal Edifício do Museu Abade de Baçal

    As principais colecções que integram o acervo do museu são Arqueologia, Epigrafia, Arte Sacra, Pintura, Ourivesaria, Numismática, Mobiliário e Etnografia. O espólio do museu tem sido gradualmente enriquecido através de doações, legados e aquisições.
    O Museu foi criado por Decreto Lei em 13 de Novembro de 1915 sob a designação de Museu Regional de Obras de Arte, Peças Arqueológicas e Numismática de Bragança. Em 1935, data da jubilação do Abade de Baçal, passa a designar-se Museu do Abade de Baçal, em homenagem ao erudito, investigador e também Director do Museu entre 1925 e 1935.
    Revestiu-se de grande importância para o Museu a acção do Dr. Raul Teixeira, Director do Museu do Abade de Baçal entre 1935 e 1955. Grande impulsionador da cultura da região e defensor do seu património, que desempenhou um papel decisivo na projecção do Museu e na angariação de parte significativa do seu acervo, visando as excelentes relações que tinha junto dos meios culturais e artísticos da época.

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  • Edifício do Museu da Cerâmica Edifício do Museu da Cerâmica

    As colecções do Museu são constituídas por uma síntese representativa de vários centros cerâmicos portugueses e estrangeiros, desde o século XVI aos nossos dias. Predomina a produção caldense que abrange desde as formas oláricas, a produção artística do século XIX com autores como Manuel Mafra, introdutor, neste centro, do estilo naturalista de Bernard Palissy, até à produção contemporânea de alguns ceramistas caldenses como Ferreira da Silva ou Eduardo Constantino.
    Merece destaque o importante e versátil núcleo de cerâmicas da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, executado na Fábrica de Faianças de Caldas da Rainha, bem como a produção Arte Nova de Costa Motta Sobrinho.
    As colecções integram ainda núcleos de miniatura com destaque para as obras de Mestre Elias e de azulejaria.

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  • Edifício do Museu da Guarda Edifício do Museu da Guarda

    O acervo do Museu, é constituído por colecções de arqueologia, numismática, escultura sacra dos séculos XIII a XVIII, pintura sacra dos séculos XVI a XVIII e armaria dos séculos XVII a XX. Encontramos ainda cerâmica, fotografia, etnografia regional, pintura e desenho de finais do século XIX e 1ª metade do século XX.
    Merecem particular destaque: duas espadas da idade do Bronze, uma fíbula anular hispânica do séculos V/VI a. C., a colecção de numismática romana e um torso Imperial Romano do século II; na escultura, um granito policromado do século XIII, representando N.ª Sr.ª da Consolação, o Altar da Anunciação século XVI e os espaldares de cadeiral dos séculos XVI e XVIII; a colecção de armas inclui peças do século XVII ao XX, que documentam a evolução da armaria; na pintura encontramos desenhos de Carlos Reis, António Carneiro, óleos de Columbano, Eduarda Lapa, Almeida e Silva e João Vaz, entre outros; as colecções etnográficas permitem uma leitura das principais actividades económicas da região.

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  • Museu da Música Museu da Música

    É uma das mais ricas colecções da Europa com cerca de 1300 instrumentos musicais, na sua maioria de origem europeia, séculos XVI a XX. Instrumentos afro-asiáticos de tradição erudita e popular também constam do seu acervo, sendo de realçar os de etiqueta portuguesa, como o cravo de Joaquim José Antunes (1758), os violinos e violoncelos de Joaquim J. Galrão, as guitarras de D. J. Araújo e as flautas da família Haupt. Pelo seu valor e raridade merecem destaque outros instrumentos europeus, o cravo de Pascal Taskin construído em 1782 para o Rei D. Luís XVI de França, o piano (Boisselot & Fils) que Franz Liszt trouxe de França em 1845, o oboé de Eichentopf, os cornes ingleses de Grenser e de Grunman & Floth ou o violoncelo de António Stradivari que pertenceu e foi tocado pelo rei D. Luís. Conta também com importantes espólios documentais e acervos fonográficos e iconográficos.

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  • Edifício do Museu da Terra de Miranda Edifício do Museu da Terra de Miranda

    O Museu expõe colecções de carácter cultural, etnográfico e artístico desta região; recolhe uma amostra da vida dos povos da Terra de Miranda, mas toda a região é um Museu vivo, de características únicas e cultura própria, bem expressas na língua da nossa gente (o mirandês), nas danças e na música, no teatro e na religiosidade popular, na gastronomia, nas formas de economia e na maneira de ser deste povo que vive do campo e da pecuária.

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  • Edifício do Museu Alberto Sampaio Edifício do Museu Alberto Sampaio

    O Museu de Alberto Sampaio possui colecções de grande interesse de que destacamos: a escultura representada por estátuas em calcário e madeira dos séculos XIII a XVIII. O núcleo de talha, com destaque para o retábulo seiscentista que pertencia à Irmandade de S. Pedro e para as ilhargas barrocas da igreja do Convento de Santa Clara. A pintura, representada por frescos destacados e pintura sobre tábua. A cerâmica, constituída por exemplares de azulejaria e de faiança. A colecção têxtil, composta por vestes litúrgicas e por um núcleo significativo de amostras de tecidos. Refira-se como peça emblemática das colecções do Museu a veste militar, «loudel», que D. João I envergou durante a batalha de Aljubarrota. Por último a colecção de ourivesaria, composta por alfaias litúrgicas – cálices, patenas, custódias, cruzes e relicários –, de tipologia e função variadas, que permitem acompanhar a evolução do gosto desde o século XII até ao século XIX.

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  • Edifício do Museu de Aveiro Edifício do Museu de Aveiro

    As colecções compreendem pintura do século XV ao século XX, com destaque para a pintura religiosa dos séculos XV e XVI; escultura religiosa em pedra e madeira policromada; altares e estruturas retabulares em talha dourada dos séculos XVII e XVIII. No núcleo de ourivesaria e Joalharia, destaca-se a colecção de índole religiosa do século XVII a XIX. Merecem igualmente referência os têxteis de índole religiosa do século XVI a XVIII.
    São colecções essencialmente religiosas, provenientes dos extintos conventos de Aveiro, com incidência relevante para o Convento de Jesus, completadas por outras provenientes dos extintos conventos de Lisboa e Coimbra.

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  • Edifício do Museu D. Diogo de Sousa Edifício do Museu D. Diogo de Sousa

    As suas colecções são fundamentalmente constituídas por espólio resultante da investigação arqueológica que tem vindo a ser realizada na região Norte, em especial na cidade de Braga. O seu acervo abrange um vasto período cronológico e cultural, compreendido entre o Paleolítico e a Idade Média.
    A exposição permanente está organizada em torno de quatro grandes núcleos. O primeiro abarca o Paleolítico, Mesolítico, Neolítico, Calcolítico, Idade do Bronze e a Idade do Ferro. Sob o ponto de vista geográfico, a área de proveniência destas colecções abarca a região do Minho.
    Nas outras salas, as colecções provêm de Bracara Augusta e do território em seu redor. Na segunda sala podem observar-se elementos que ilustram a integração da cidade do Império Romano e o desenvolvimento de actividades locais: cerâmica, metal e vidro. Na terceira sala pode tomar-se contacto com a informação alusiva ao urbanismo, espaço público e doméstico romano.
    Na última sala, para além de um conjunto de miliários romanos provenientes das vias pode observar-se o espólio de necrópoles. Alguns achados associados à religiosidade, no período romano e paleocristão, encerram a exposição permanente. A cave do Bloco de serviços conserva vestígios de uma habitação, "in situ", da época romana, com um mosaico.

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  • Edifício do Museu de Évora Edifício do Museu de Évora

    O espólio do Museu de Évora resulta em grande parte da antiga colecção arqueológica, artística e de curiosidades naturais do Arcebispo Frei Manuel do Cenáculo, um dos maiores coleccionadores portugueses do século XVIII. Este fundo reflecte as temáticas artísticas próprias do coleccionismo antigo: o retrato, a paisagem e as naturezas mortas, onde se destaca um bom conjunto da retratística da época da restauração e um núcleo de naturezas-mortas de Baltazar Gomes Figueira e Josefa de Óbidos. Na colecção arqueológica, merecem referência a lapidária e estatuária romana provenientes de todo o Alentejo. O Museu reúne ainda algum espólio dos extintos conventos eborenses e da Catedral de Évora, formando o núcleo de artes decorativas - com peças de mobiliário, paramentaria e ourivesaria -, e também um importante grupo de escultura tumular medieval e renascentista. A importância e o carácter retrospectivo da colecção de pintura de Frei Manuel do Cenáculo foi acentuado por esta via, com a inclusão das treze tábuas do magnífico retábulo flamengo da Sé de Évora e com a aquisição recente de uma obra de Álvaro Pires de Évora.

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