
As Bibliotecas e Centros de Documentação dos Museus distinguem-se pela sua qualidade intrínseca, pelas características de especialização das suas colecções em domínios particulares do conhecimento ou ainda pelo volume em espécimes dos seus acervos bibliográficos e documentais. A sua crescente acessibilidade confere-lhes cada vez mais importância entre os serviços prestados pelas instituições museológicas.
O Instituto dos Museus e da Conservação desenvolve todos os esforços em prol da actualização destes fundos com títulos nacionais e internacionais de referência, nomeadamente publicações periódicas, actas de congressos e monografias, associados às várias áreas de intervenção do IMC. Atendendo às conhecidas restrições orçamentais, a renovação dos fundos documentais tem sido feita não tanto através de aquisições, mas em grande parte recorrendo a permutas com museus e instituições congéneres, não sendo despiciendo o volume das ofertas que os serviços centrais e os museus vão recebendo com alguma regularidade.
Os principais utilizadores são em primeiro lugar os internos, ocupados que estão com o estudo das colecções, com a preparação de exposições e respectivos catálogos e das visitas guiadas.
No entanto, para além desta função tradicional de apoio à dinâmica interna da investigação museológica, têm também um papel importante para os utilizadores externos por tem neste locais um espaço privilegiado que gere o acesso a fontes de informação nacionais e estrangeiras. Este facto dá uma projecção para o exterior da imagem institucional dos museus que não é de menosprezar.
Entre as bibliotecas e Centros de Documentação de referência merece destaque a recentemente criada Biblioteca Central do IMC que integrou os acervos documentais do Instituto Português de Conservação e Restauro e da Rede Portuguesa de Museus que, para além da área da museologia, tem um riquíssimo espólio na área da preservação do património móvel e integrado. Referências são igualmente as Bibliotecas de alguns museus que, pela sua área de especialização, pelos fundos que foram sendo construídos ao longo de muitas décadas, e pelos serviços que oferecem aos utilizadores, têm um assinalável número de leitores: Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional de Arqueologia, Museu Nacional do Teatro, Museu Nacional de Etnologia e Museu Nacional do Traje.
No que toca aos utilizadores externos, o público estudantil continua a ser o mais assíduo, sobretudo do ensino secundário. O número de estudantes universitários e de pós-licenciaturas tem aumentado, a par do número de investigadores procurando informação qualificada e especializada nas diversas áreas dos seus trabalhos de investigação.